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Dar ou não dar beijinhos na boca?

Escrito em 01 de jun. de 2021

O objectivo deste texto não é saber se beijas ou não os teus speechies na boca.


O que quero saber é se o teu speechie já junta palavras e te diz se quer ou não um beijinho na boca, na bochecha ou na mão. 


A semana passada estava a pôr a Luz no carro e dei-lhe um beijinho. Só que calhou no sítio errado e ela disse:
- Mamã, beijinho boca não. Beijinho bochecha! 


Agora imaginem isto saído da boca de uma speechie de voz fofinha que ainda não diz bem todos os sons da fala. 


Antes dos dois anos, a Luz já era capaz de fazer frases com uma extensão média de 3-4 palavras.
{Não paniquem, porque não é o mais comum!} 


A seguir à produção das primeiras palavras, esta é, sem dúvida, a fase que mais adoro. 


Pelo segundo ano de vida, já é expectável que os speechies comecem a juntar palavras e a fazer o que se chama de "frases telegráficas".

Não há cá preposições, determinantes, etc... 


Esta evolução tão rápida no discurso da Luz tem originado também o aparecimento de uma disfluência transitória. 


Chega a um ponto em que o "gravador risca" e repete "eu quero, eu quero, eu quero", umas cinco vezes. 


Nada de preocupante, mas que mostra que a cabecinha dela está num autêntico rebuliço, criando um desfasamento temporário entre linguagem e fala. 


Situações de pressão comunicativa, como:

1. Responder a questões [constantemente] - ex: O que é...?; Onde está...?


2. Ser bombardeada/o com pedidos para repetir algo. Ex: não é nana é banana. Diz banana. Diz ba-na-na!


3. Falar quando o adulto não está a dar total atenção; 


4. Comunicar o que sente, quando está zangada ou excitada. 


Podem ser momentos em que podes notar mais disfluências no discurso do teu speechie.


O que podes fazer? 
Diminuir as {tuas} exigências, parar e colocar-te no lugar da teu speechie.

Escuta-o e nada de nervosismo ou correcções!


Lembra-te daquele patrão autoritário e do que ele te fazia SENTIR, quando te estava sempre a exigir mais e mais... e tu não conseguias responder no imediato. 


Queres que o teu speechie sinta essa pressão? 
Eu sei que não.

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Com amor con[s]ciência,

Ana, a Brinquedóloga da Speech in love


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